O ether (ETH) chegou a subir cerca de 8,3% em 11 de setembro de 2026 e tocou a casa dos US$ 2.600, no movimento diário mais forte em semanas. O gatilho não foi upgrade de protocolo nem ETF: foi um short squeeze alimentado por liquidações em massa.
Dados do CoinGlass, citados pelo Crypto Briefing, apontam mais de US$ 255 milhões em posições vendidas de Ether liquidadas em 24 horas – dos quais cerca de US$ 188 milhões em uma única hora. Quando alavancagem short estoura em cascata, a recompra forçada empurra o preço e acelera novas liquidações.
Mercado mais amplo
- Bitcoin: cerca de US$ 172 milhões em shorts liquidados no mesmo intervalo, com alta inferior a 4%.
- Cripto no total: liquidações acima de US$ 500 milhões, majoritariamente em shorts.
- ETH voltou a cruzar US$ 2.600 pela primeira vez em meses, segundo a mesma cobertura.
Nota metodológica: números de liquidação variam entre agregadores e janelas. Nesta reportagem usamos a leitura CoinGlass/Crypto Briefing como referência única para evitar misturar metodologias conflitantes.
Macro e funding
O squeeze veio no mesmo dia de dados de inflação nos EUA e em meio a custos crescentes para manter short em futuros perpétuos (funding). Traders que insistiam na queda pagavam cada vez mais para rolar a posição até o motor de liquidação assumir.
A outperformance do ETH frente ao BTC no episódio sugere posicionamento short mais agressivo em ether na véspera do dado – um padrão que já se repetiu em outros squeezes de 2026 ligados a calendário macro.
O que observar
Squeezes de liquidação são violentos e muitas vezes efêmeros. Sem fluxo spot ou narrativa fundamental persistente, parte do movimento pode reverter quando o combustível de shorts forzados se esgota. Para leitores de varejo: volatilidade de derivativos não é sinal de “novo ciclo” por si só – é mecânica de alavancagem.
Fontes: Crypto Briefing com dados CoinGlass (11/09/2026); Bloomberg (cobertura correlata de liquidações no rebound).










